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Agricultura e Mercado
Foto por Neni Glock

O Município caracteriza-se por uma densa ocupação agrícola e comercial em fase de crescimento com tendências para acelerar-se com a reocupação crescente do território pelas populações.

Evidencia-se um forte vínculo das comunidades rurais à terra, e uma agricultura, em geral extensiva, com feição nitidamente comercial, principalmente nas zonas irrigadas para a cultura da batata e das hortícolas com particular significado na comuna do Chipeio.

A forte diminuição de terras disponíveis e a natural pobreza de muitos dos solos tem sido impulsionadora de algumas mudanças na tecnologia agrícola de que as mais significativas são o uso crescente dos adubos, a generalização do uso de tractores e da tracção animal e, mais recentemente, o aumento do gado bovino capaz de tirar partido dos pousios, principalmente na grande zona a sul da sede do município com solos claramente menos férteis, com grandes extensões onde a representação arbórea praticamente desapareceu e com erosão mais acentuada.

Considerando o potencial agrícola do Município, este processo poderá ser acelerado com o fortalecimento do sector privado, a introdução e disseminação de novas tecnologias e disponibilização de inputs apropriados, bem como a adopção de sistemas de produção e comercialização cada vez mais eficientes em linha com os investimentos realizados com a Coopecunha - Cooperativa Agrícola da Ecunha.


As principais produções comercializadas são a batata, a cebola e a cenoura. O milho, apesar de produzido numa quantidade considerável, não é normalmente comercializado, destinando-se ao auto-consumo. O feijão, a couve, o repolho e outros hortícolas são produzidos em quantidades muito residuais, embora apresentem tendência para crescer.

Os principais mercados de escoamento podem dividir-se essencialmente em dois tipos:

1. Ecunha, Calenga e Alemanha onde, apesar de haver comércio a retalho, ainda se faz muito comércio por grosso. Os mercados da Ecunha e da Calenga são os pontos mais próximos da produção, e as trocas são muitas vezes efectuadas entre os produtores e intermediários ou entre o primeiro intermediário e o segundo ou uma candongueira (que vendem a retalho).

2. Praças da cidade do Huambo (Himalaia, Mercado Central e Praça do Cruzeiro) onde se faz essencialmente comércio a retalho.

As quantidades comercializadas vão variando ao longo do ano.

Tendo em conta as épocas de colheita da batata e a sua capacidade de conservação é possível obter este produto ao longo de quase todo o ano. O final do ano, Novembro-Dezembro, será a época em que há menos produto e por isso também os preços são mais elevados. Em relação à cebola, a sua colheita é feita em Abril-Maio, pelo que em Maio-Junho atingirá o preço mais baixo, atingindo o seu máximo no início do ano. A colheita da cenoura é feita no início do ano, pelo que terá as cotações mais altas no final do ano e as mais baixas em Março-Abril. As couves e os repolhos, têm colheitas entre Junho e Agosto e Março-Abril, respectivamente. Os preços mais altos deverão surgir no início e no fim das épocas de colheita.

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